Após 2 anos de muuuita enrolação, disponibilizo aos interessados meu relato sobre minha viagem ao Peru que aconteceu entre os dias 14 e 31 de Julho de 2009. Eu ia fazer uma espécie de vídeo diário com o material que produzi por lá, mas ficaria muito longo e chato. Então resolvi fazer algo mais direto e quem se interessar pode ir pulando as partes chatas. Vou postando na medida do possível ok? Bom... Vamos lá!
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Dia 16 de Julho de 2009
Acordamos tarde e demos um bom banho no Titão e saímos para almoçar em um restaurante pertinho e maravilhoso. El moelle. Que eu chamava de La Moele, por que será? Cebiche foi o prato, claro.
Cebiche é peixe branco marinado no limão com cebola roxa e sal e batata doce pra cortar a acidez. Tito quase engasgou com esses milhos salgados ai que parecem amendoim mas são secos que é um horror. Pela primeira vez tive contato com a imprensa peruana. E não vi muita diferença não.
Demos uma deliciosa volta pelo malecon e eu pude ver como é realmente linda esta parte da cidade. Barranco é um bairro de classe media muito bem cuidado com uma vista privilegiada. Não estava fazendo frio, algo entorno de 23 graus. O que incomoda um pouco é a sensação de que o tempo não passa, pois devido ao céu sempre coberto não tem variação na luminosidade durante o dia. Muito estranho. E não chove nunca. É o clima mais úmido que eu já vi e simplesmente não chove. Mesmo. Dizem que é por causa da proximidade dos Andes que impedem as nuvens carregadas de chegar, culpam também a corrente de Humboldt que faz alguma coisa também. Mais pra mim a explicação é simples. Não chove porque Lima foi construída em cima de um deserto. E foi mesmo.
Ah! E não tem bueiros. Nem um.
De tarde fomos tomar um suco e treinar espanhol com os garções do café.
Depois, de noite, fomos caminhar pelo malecón do bairro de Miraflores, muito lindo.
Mais tarde fomos jantar neste restaurante que, dizem, é o melhor de Lima. Cheio de prêmios gastronômicos pelas paredes e muito gostoso mesmo.
Experimentei pela primeira vez o famoso Lomo saltado peruano. Arroz, carne, cebola, pimentão com batata frita. Mui Equicito.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Dia 14 de Julho de 2009
Então, tudo começou assim. Eu e Daltinho indo pegar a carteira de identidade de Tito no Detran no centro do Rio poucas horas antes da viagem.
E Graças a Taia e a meu Pai deu tudo certo no final. No aeroporto, Daltinho ficou com a gente desde o checkin até o embarque.
Já no avião, fiz uma mamá pro Tito pra ele se acalmar durante a decolagem e ele ficou ótimo. Dormiu por 2 horas e quando acordou foi brincar pelo avião chamando a atenção de todo mundo pra brincar.
Foi um sucesso. Fez coco e xixi e dormiu na ultima hora de vôo. Perfeito.
E Graças a Taia e a meu Pai deu tudo certo no final. No aeroporto, Daltinho ficou com a gente desde o checkin até o embarque.
Já no avião, fiz uma mamá pro Tito pra ele se acalmar durante a decolagem e ele ficou ótimo. Dormiu por 2 horas e quando acordou foi brincar pelo avião chamando a atenção de todo mundo pra brincar.
Foi um sucesso. Fez coco e xixi e dormiu na ultima hora de vôo. Perfeito.
Introduzindo o Peru
Quando da chegada dos espanhóis em 1531, o território peruano era dominado pela civilização Inca e se centralizava na cidade de Cuzco. O império Inca se estendia desde o norte do equador até o centro do Chile.
Quando o conquistador espanhol Francisco Pizarro chegou à região em 1532, capturou e executou o imperador Inca Atahualpa estabelecendo em Cuzco uma nova colônia espanhola. A cidade de Lima é fundada por Pizarro em 1535 e iria se tornar a nova capital do vice-reinado. A partir daí a história continua com a violência de sempre. Pizarro é assassinado por Diego de Almagro. Blasco Nunes Vela, o novo vice-rei da região é assassinado por Gonzalo Pizarro, irmão vingativo do outro Pizarro. Tudo isso tendo como pano de fundo o contínuo genocídio das populações indígenas e, é claro, a maciça extração de ouro e prata que fazia do Peru a principal fonte de riquezas da Espanha em toda a américa do sul. Este período é marcado também por grandes revoluções nativistas, como a de Juan Santos Atahualpa em 1742 e a de Tupac Amaru em 1780.
A Independência peruana foi proclamada em 28 de Julho de 1821 por José de San Martin. E na realidade significou apenas que os nativos seriam controlados pela Elite Criolla (que eram os espanhóis nascidos no Peru) e não mais pelos espanhóis.
Após a independência, o Peru e alguns paises visinhos começaram intensas disputas territoriais: Guerra do Pacífico (1879-1883) contra o Chile, conflitos com o Equador na Guerra Equatoriana-Peruana em 1941 e em 1981 na Guerra do Cenepa. E apenas em 1998 o Peru teve suas fronteiras claramente definidas.
E nesse meio tempo entre a independência e os dias de hoje aconteceu de tudo por lá. Governos democráticos e ditatoriais se revezaram no poder, grupos revolucionários como o Tupac Amaru e o Sendero Luminoso travaram sangrentas batalhas com o exército em sua luta por um Peru socialista. Nos anos 90 do séc. XX a inflação no Peru chegou a 7.649% ao ano, acumulando 2.200.200% entre 1985 e 1990.
Tudo isso no primeiro mandato do atual presidente Alan Garcia. Que acabou culminando na eleição de Fujimori que em 1992 dissolve o congresso em um auto-golpe marcado por medidas severas contra as forças revolucionarias, privatização de empresas e muita, muita corrupção. O que levou à sua renúncia em 2000 e fuga desesperada para o Japão.
Agora, em 2009, a moeda corrente do Peru é o Sol, está razoavelmente estável e o residente é o mesmo Alan Garcia da hiperinflação dos anos 80. Fora isso tudo, o Peru é um dos paises de maior diversidade cultural do continente, herança de um povo que sabia o que estava fazendo antes dos espanhóis chegarem a estragarem com tudo. Fomos conhecer um pouco disso tudo.
Quando o conquistador espanhol Francisco Pizarro chegou à região em 1532, capturou e executou o imperador Inca Atahualpa estabelecendo em Cuzco uma nova colônia espanhola. A cidade de Lima é fundada por Pizarro em 1535 e iria se tornar a nova capital do vice-reinado. A partir daí a história continua com a violência de sempre. Pizarro é assassinado por Diego de Almagro. Blasco Nunes Vela, o novo vice-rei da região é assassinado por Gonzalo Pizarro, irmão vingativo do outro Pizarro. Tudo isso tendo como pano de fundo o contínuo genocídio das populações indígenas e, é claro, a maciça extração de ouro e prata que fazia do Peru a principal fonte de riquezas da Espanha em toda a américa do sul. Este período é marcado também por grandes revoluções nativistas, como a de Juan Santos Atahualpa em 1742 e a de Tupac Amaru em 1780.
A Independência peruana foi proclamada em 28 de Julho de 1821 por José de San Martin. E na realidade significou apenas que os nativos seriam controlados pela Elite Criolla (que eram os espanhóis nascidos no Peru) e não mais pelos espanhóis.
Após a independência, o Peru e alguns paises visinhos começaram intensas disputas territoriais: Guerra do Pacífico (1879-1883) contra o Chile, conflitos com o Equador na Guerra Equatoriana-Peruana em 1941 e em 1981 na Guerra do Cenepa. E apenas em 1998 o Peru teve suas fronteiras claramente definidas.
E nesse meio tempo entre a independência e os dias de hoje aconteceu de tudo por lá. Governos democráticos e ditatoriais se revezaram no poder, grupos revolucionários como o Tupac Amaru e o Sendero Luminoso travaram sangrentas batalhas com o exército em sua luta por um Peru socialista. Nos anos 90 do séc. XX a inflação no Peru chegou a 7.649% ao ano, acumulando 2.200.200% entre 1985 e 1990.
Tudo isso no primeiro mandato do atual presidente Alan Garcia. Que acabou culminando na eleição de Fujimori que em 1992 dissolve o congresso em um auto-golpe marcado por medidas severas contra as forças revolucionarias, privatização de empresas e muita, muita corrupção. O que levou à sua renúncia em 2000 e fuga desesperada para o Japão.
Agora, em 2009, a moeda corrente do Peru é o Sol, está razoavelmente estável e o residente é o mesmo Alan Garcia da hiperinflação dos anos 80. Fora isso tudo, o Peru é um dos paises de maior diversidade cultural do continente, herança de um povo que sabia o que estava fazendo antes dos espanhóis chegarem a estragarem com tudo. Fomos conhecer um pouco disso tudo.
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